Abertura de reunião consultiva pré-cimeira da UA em Accra

Accra- Gana (PANA) -- A 10ª Reunião Consultiva Pré-Cimeira da União Africana (AU) sobre Género e Promoção dos Direitos das Mulheres foi aberta sábado em Accra em prelúdio da 9ª Cimeira Ordinária da organização panafricana.
O encontro, organizado pela campanha "Género é a Minha Agenda" e pelo Comité da Mulher, Género e Desenvolvimento da UA, segue-se à sua última sessão que teve lugar em Addis Abeba (Etiópia) em Janeiro último para garantir a inclusão das mulheres nas discussões e consultas sobre a integração africana.
A 9ª pré-cimeira adoptou um relatório paralelo da Declaração Solene de 2004, que apela para uma paridade de género e o Governo da União Africana proposto.
"Os membros da campanha Género é a Minha Agenda esperam que a reunião de Accra facilite o diálogo entre os membros da sociedade civil, reforçando e alargando as redes que trabalham em solidariedade para a paz, a qualidade de género e a Justiça em África", indica uma nota da campanha.
Ao abrir o encontro de dois dias, a ministra ganense dos Assuntos da Mulher e da Criança, Alima Mahama, declarou que ainda há muita coisa para fazer apesar do significante progresso realizado nestes anos sobre questões femininas.
"Numa altura em que o continente se mobiliza para uma integração total, as novas estruturas de governação e do Governo da União terão um impacto amplo sobre o movimento das mulheres africanas", disse Mahama.
"A realização integral dos direitos das mulheres e a capacitação podem apenas ser garantidas se o Governo da União priorizar as questões femininas em todos os níveis e continuar os avanços sobre o género na UA", sublinhou.
Apelando aos homens para se comprometerem na discusssão das questões de género, a ministra notou que os desafios dos baixos níveis de participação feminina na governação democrática, a baixa renda, a fraca representação nas tomadas de decisões e na gestão e a violência contra as mulheres devem ser resolvidas.
"Devemos encorajar o desenvolvimento das estruturas de base e das organizações que promovem alianças entre os homens e as mulheres para um avanço da nossa causa a favor da igualdade genérica", afirmou Mahama.
A ministra ganense dos Assuntos da Mulher e da Criança acresentou que "devemos estar em condições de dizer em 2015 na revisão final da Plataforma de Acção de Beijing dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e dizer com segurança que a desigualdade de género foi eliminada no continente africano".
Por seu turno, a directora interina do Comité da Mulher, Género e Desenvolvimento da Comissão da UA, Yetunde Teriba, disse que a Comissão traçou estratégias para assegurar que as vantagens já realizadas pelas mulheres não fossem perdidas.
"Deve-se observar as implicações para as mulheres da adopção dum Governo de União e as vias e formas de melhorar a representatividade das mulheres neste Governo", acrescentou Teriba.

24 Junho 2007 12:00:00




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