500 pessoas mortas na Somália

Addis Abeba- Etiópia (PANA) -- Pelo menos 500 combatentes da União dos Tribunais Islâmicos (UIC) e 10 das Tropas do Governo de Transição (TFG) da Somália foram mortos, nos três últimos dias, em combates entre as duas partes, anunciou no fim-de-semana em Addis Abeba, o embaixador da Somália na Etiópia, Adbikarin Farah.
Entre as pessoas mortas do lado da UIC figuram 13 estrangeiros, cuja maioria são eritreus, indicou Farah aos correspondentes estrangeiros baseados em Addis Abeba.
As forças do Governo transitório capturaram igualmente 280 prisioneiros de guerra, incluindo 13 estrangeiros.
De acordo com a diplomacia somalí, as tropas do Governo, com o apoio do Exército etíope, invadiram várias zonas da região de Puntland e seguiram, domingo, para o aeroporto de Balidogle, a cerca de 120 quilómetros a norte da capital somalí, Magadíscio.
As forças governamentais cercaram também a cidade de Barakaba onde a UIC teria reservas de armas e munições.
Farah confirmou, além disso, que o Governo transitório recebe o apoio da comunidade internacional para combater contra os extremistas e os terroristas que apoiam a UIC.
Notou que o principal apoio de que beneficiam os elementos TFG vem da Etiópia, do Quénia, do Uganda e do Sudão.
"A UIC abastecia-se de armas a partir da Eritreia, mas havia igualmente combatentes individuais vindos do Afeganistão, do Paquistão, do Líbano e do Sudão, entre outros países, para lutar contra o grupo islamista", explicou.
De acordo com as suas estimativas, o número de vítimas do lado da UIC poderá ultrapassar um milhar.
O diplomata somalí ligou o desencadeamento dos combates na Somália aos ataques levados pela UIC em posições do Governo.
"Já não podemos ser pacientes e já não podemos tolerar o que se passa", frisou Farah.
Sublinhou, contudo, que o Governo transitório, dirigido pelo Presidente Abdullahi Yusuf Ahmed, estaria disposto a voltar à mesa de negociação para a paz, se a UIC fizesse um apelo ao cessar-fogo.
"Não encorajamos a guerra, mas defendemos-nos", insistiu o diplomata somalí.

26 Dezembro 2006 11:06:00




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