18ª Cimeira da UA aberta em Addis Abeba

Addis Abeba, Etiópia (PANA) - A 18ª Cimeira da União Africana (UA) foi aberta este domingo em Addis Abeba, na Etiópia, para discutir questões continentais urgentes e encontrar novos meios de relançar o comércio regional.

O Sudão do Sul, mais novo membro desta organização de 54 Estados, assiste à sua primeira cimeira oficial, enquanto uma crise está latente com o seu vizinho do Norte sobre os termos de exportação do crude pelo Porto do Sudão na fronteira norte.

Uma tentativa dos dirigentes da região de encontrar uma solução a esta crise com o seu vizinho do Norte a propósito da partilha das receitas petrolíferas para a utilização das infraestruturas de transporte revelou-se vã depois de o Presidente sul-sudanês, Salva Kiir, dizer que precisava de mais tempo para consultar a delegação sobre esta proposta.

Os detalhes exatos do acordo, atualmente negociado com a ajuda da equipa de mediação da União Africana, ainda não estão disponíveis.

Todavia, o primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, disse que os desafios a longo prazo a serem ultrapassados no interesse da estabilidade e dos dois Estados sudaneses foram identificados.

O Presidente sudanês, Omar El Béchir, que é objeto dum mandado de captura do Tribunal Penal Internacional (TPI), o tribunal encarregado dos processos pelos crimes contra a humanidade e o genocídio, deverá igualmente fazer face à nova Procuradora do TPI, a Gambiana Fatou Bensouda.

A nova procuradora encontra-se na Cimeira da UA, mas enquanto observadora o seu estatuto não lhe permite assistir aos debates sobre a agenda da Cimeira da UA, apenas às declarações públicas de abertura e encerramento.

A crise na África do Norte, que culminou na partida forçada dos veteranos no poder e mergulhou a maioria dos países num período de transição instável, deverá dominar os discursos de abertura.

Os chefes de Estado e de Governo reuniram-se numa sala do Centro de Conferência da UA, um presente de 200 milhões de dólares americanos da China, para discutir a composição da próxima Comissão e a próxima presidência da UA.

O Presidente beninense, Yayi Boni, deverá assumir a presidência em substituição do Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema.

A cimeira foi aberta com um minuto de silêncio em memória dos dirigentes africanos falecidos nestes últimos seis meses, nomeadamente o eminente defensor da integração, o ex-líder líbio Muamar Kadafi, cujo sonho de fazer de África um único país será analisado segunda-feira.

Os dirigentes plantaram igualmente uma árvore em lembrança da ambientalista queniana, Wangari Maathai, falecida após uma batalha contra um cancro.

-0- PANA AO/VAO/FJG/JSG/CJBTON  29jan2012

29 Janeiro 2012 14:50:11




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