13 albinos morrem de cancro de pele em 10 anos no Burkina Faso, diz associação

Ouagadougou, Burkina Faso (PANA) - Treze albinos morreram de cancro da pele entre 2006 e 2015, dos quais oito só em 2006 enquanto outros tantos “casos críticos” estão em curso de tratamento, revelou segunda-feira o presidente da Associação Burkinabe para a Integração das Pessoas Albinas (ABIPA), Fabéré Sanon.

Segundo Sanon, que falava por ocasião do Dia Internacional de Sensibilização ao Albinismo (JISCA), celebrado sob o lema "Diversidade, Inclusão e Proteção dos Direitos das Pessoas Albinas no Burkina Faso", o  sol e a insuficiência de proteção são as primeiras causas do cancro de pele para estes indivíduos.

Avaliados em quase 500 no Burkina Faso, os albinos são muitas vezes vítimas em certas sociedades de preconceitos, estigmatizações, estereótipos, marginalização, rejeições, tentativas de rapto.

Sanon acrescentou que os problemas de saúde e de integração constituem o principal obstáculo à emancipação das pessoas que vivem com o albinismo.

"Muitas (destas pessoas) não são aceites em escolas e as inscritas passam por uma desescolarização, por falta de assistência", declarou o presidente da ABIPA, apelando consequentemente ao Governo burkinabe para assumir mais responsabilidades nesta matéria.

No Burkina Faso, as províncias de Hauts-Bassins, do Centro, do Centro-Este e do Sudoeste  são a mais afetadas pelo problema do cancro de pele nos albinos e onde são notados mais casos mortais.

-0- PANA NDT/JSG/FK/DD 14junho2016

14 Junho 2016 10:54:11


xhtml CSS