"Novo Presidente" Centroafricano dirige-se a Nação

Bangui- R.
Centroafricana (PANA)
-- O "novo" Presidente da República Centroafricana, o ex-chefe do Estado das Forças Armadas, general François Bozizé, vai dirigir em breve uma mensagem a Nação, anunciou o porta-voz da rebelião através da rádio em Bangui.
Segundo a cadeia televisiva francesa TV5, Parfait Mbaye falou em nome do general Bozizé, cujas tropas teriam se apoderado no sábado do aeroporto de Bangui e do Palácio presidencial após um ataque levado a cabo na tarde do mesmo dia.
O presidente centro-africano Ange-Félix Patassé, que participou sexta-feira numa cimeira de Chefes de Estado em Niamey encontrava-se no estrangeiro quando foi desencadeado o ataque pelos rebeldes.
O avião que o devia levar de regresso a Bangui, acompanhado de uma grande delegação, foi forçado a desviar-se para Yooundé (Camarões) onde aterrou no príncipio da noite de sábado, depois de ter sido alvejado pelos disparos dos rebeldes que atacaram a capital.
Fontes diplomáticas oeste-africanas garantiram que o porta-voz do da rebelião afirmou a rádio Bangui que " o (novo)Presidente da Repúlica vai falar em breve a nação" que "importantes medidas vão ser tomadas nas horas que se seguem".
Segundo teria declarado o representante o general Bozizé, que não revelou o paradeiro do chefe rebelde, as tropas da rebelião não encontraram qualquer tipo de resistência por parte das Forças Armadas Centroafricanas(FACA).
O General Bozizé, ex-chefe do Estado Maior do exército, partiu para rebelião contra o presidente Patassé em Novembro de 2001, e havia reivindicado um golpe de estado em Outubro de 2002 em Bangui.
Ignora-se, depois de várias semanas, onde se encontra o chefe rebelde , que tinha se exilado em França no início de Outubro de 2002, depois de ter passado um ano no Tchade.
"As FACA não combateram.
Eles nunca combateram contra nós pois muitos deles estão do nosso lado e os restantes estão de fora" do conflito que opõe o general Bozizé ao Presidente Patassé, declarou o responsável rebelde.
Segundo presicou " a maior parte dos militares foram desarmados" pelo regime de Bangui, o que explica a pouca resistência encontrada da parte das forças armadas do governo.
Tiros de armas ligeiras e pesadas, tanto intensos como esporádicos, começaram a ser ouvidos em Bangui a meio da tarde de sábado, provenientes da da Zona Norte da cidade, semeando o pânico entre a população.
As detonações foram progressivamente cessando com o cair da noite, quando se ouviam apenas tiros esporádicos, mais para evitar que os cidadãos saíssem de dentro das suas residências.

16 Março 2003 13:31:00




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