Índia financia rede de telecomunicação em África

Nigéria- Lagos (PANA) -- Um projecto de conexão das redes de telecomunicação entre os países africanos e a Índia, financiado pelo Governo indiano, foi lançado sexta-feira na Universidade de Lagos, capital económica da Nigéria onde estará situado um dos seus três pólos.
O projecto vai permitir assegurar uma comunicação e uma conectividade eficazes entre os países africanos e a Índia através da utilização de satélites e de fibras ópticas.
"Temos muito a ganhar com este projecto de rede electrónica panafricana.
Ele vai ajudar-nos a partilhar experiências não só entre a Nigéria e a Índia, mas igualmente entre a Nigéria e os outros países africanos que aderiram a esta iniciativa", declarou a ministra nigeriana da Informação e Comunicação, Dora Akunyili, durante o lançamento do projecto na Universidade de Lagos.
O projecto de e-rede panafricana é uma rede de satélite e de fibras ópticas lançado pelo antigo Presidente da Índia, Abdul Kalamal, durante a inauguração do Parlamento Panafricano na África do Sul em 2004.
Este projecto tem como objectivo servir-se da perícia indiana em matéria de tecnologia da informação para providenciar ensinos nos domínios da saúde e da educação a todos os países africanos.
"Pessoas vêm do mundo inteiro para estudar a medicina tropical na Nigéria.
Doravante, com este projecto, elas já não deverão vir à Nigéria, eles deverão apenas se conectar ao sistema para estudar tudo o que eles querem saber sobre a Nigéria", declarou Akunyili à imprensa.
Durante a cerimónia de lançamento do projecto, a ministra nigeriana da Informação comunicou-se por satélite com o ministro indiano dos Negócios Estrangeiros, Pranab Mukherjee, que inaugurou ao mesmo tempo o projecto em Nova Deli, na Índia.
Dois outros ministros africanos da Comunicação, do Ruanda e da Gâmbia, participaram igualmente nesta conferência interactiva.
Os outros pólos deste projecto na Nigéria situam-se no Centro Hospitalar Universitário do Estado de Lagos e em Ibadan.
Eles vão fornecer serviços de telemedicina, de teleducação, de acesso à internet e de video-conferências.
Cerca de 10 mil estudantes africanos vão beneficar do programa de educação deste projecto durante cinco anos.

27 Fevereiro 2009 13:23:00


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