África chamada a formar pessoal de saúde de qualidade para alcançar ODM

Dakar, Senegal (PANA) –  fA alta de pessoal de saúde qualificado continua a ser uma das principais causas de mortalidade materna e infantil na África Subsariana, declarou quarta-feira em Dakar o diretor da Fundação para a Pesquisa e Medicina em África (AMREF) para a África Ocidental, Mor Ngom.

Falando na abertura dum seminário de partilha e harmonização do programa regional e-Learning para enfermeiros e parteiras da África Ocidental, Ngom indicou que num contexto de rareza, é urgente combinar os esforços para ajudar os Governos a alcançarem os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) em matéria de saúde.

Ele sublinhou que o encontro visa partilhar os curíiculos até agora utilizados, encontrar consensos sobre os conteúdos de formação e instalar um plano de execução dum programa sub-regional de formação utilizando as novas tecnologias da informação  e determinar o conteúdo do programa regional de formação à distância para enfermeiros e  parteiras.

Ele afirmou que os efetivos de parteiras continuam então a ser insuficientes e mal repartidos já que as raras parteiras qualificadas  não são desdobradas nas zonas onde as necessidades estão mais agudas.

Além disso, insuficiências de formação foram registadas e os níveis de competência do pessoal existentes são muitas vezes insuficientes em relação ao níveis recomendados e, neste quadro, a prática dum pessoal de saúde incompetente pode ser ineficaz ou mesmo perigosa para lutar contra a mortalidade.

« Para fazer face a este défice quantitativo e qualitativo do pessoal de saúde, principalmente nas zonas isoladas, duas soluções podem ser daadas, designadamente a formação das parteiras suplementares e o reforço das competências das praticantes bem como seus auxiliares e enfermeiros, quando não existem parteiras nas estruturas de saúde na zona rural”, acrescentou Ngom.

Segundo ele, nestes últimos seis anos, a AMREF desenvolveu e executou com êxito, em seis países, programas de formação inicial e contínua para os enfermeiros e as parteiras, em parceria com os Ministérios da Saúde e da Educação e os organismos profissionais dos mesmos países.

Ele revelou que 162 mil mães  morrem anualmente e mais de um milhão de crianças africanas perdem a sua mãe anualmente devido à falta de cuidados médicos simples e de pessoais competentes.

Precisou, no entanto, que os obstáculos ao desenvolvimento dos recursos humanos para a saúde na sub-região são, entre outros, a ausência de conhecimento recíproco dos diplomas de qualificações profissionais pelos Estados-membros, a formação muitas vezes inadequada dos formadores, as capacidades limitadas de acolhimento das instituições de formação e de desenvolvimento dos jovens profissionais.

-0- PANA DOU/AAS/FK/DD 29 março2013

29 Março 2013 14:18:07


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