África chamada a elaborar políticas de migração

Dakar- Senegal (PANA) -- A directora-geral adjunta da Organização Internacional das Migrações (OIM), Ndioro Ndiaye, instou terça-feira os Estados africanos a empreenderem políticas de migração que lhes permitam responder às preocupações dos seus cidadãos expatriados no resto do mundo.
"Muito poucos países africanos têm políticas de migração e enquanto isto (estas políticas) não for feito, os países de acolhimento só farão o que lhes convier", declarou Ndiaye durante a cerimónia de encerramento do Fórum Africano sobre o Género.
Ela indicou que os direitos dos migrantes africanos são constantemente violados em vários Estados sem que os seus países de origem os defendam.
"A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos dos Migrantes foi ratificada apenas por 39 países no mundo, dos quais 30 da América Latina, seis da Ásia e três de África", deplorou a DG adjunta da OIM, denunciou igualmente o facto de nenhum país ocidental ter ratificado esta convenção.
Segundo Ndiaye, é necessário que os Estados africanos trabalhem no sentido de integrar a migração nos Documentos de Estratégias de Redução da Pobreza (DSRP).
"Se o fizerem, pode haver uma abertura para se colocar a questão do género", estimou Ndiaye antes de frisar que a sua organização vai reunir-se em Fevereiro próximo com um grupo de cinco países africanos para procurar como integrar a migração nas suas políticas de desenvolvimento e de luta contra a pobreza.
Para Chukwu-Emeka Chikezie, director executivo da Fundação Africana para o Desenvolvimento (AFFORD), os Estados só vêem nos migrantes fornecedores de dólares e de euros.
"É preciso fazer com que os jovens que gastam três mil a quatro mil dólares para emigrar possam ter a oportunidade de os investir nos seus países de origem num sector produtivo", concluiu a directora- geral adjunta da OIM.

12 Dezembro 2007 18:38:00




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